Do mesmo criador de “Family Guy”, “Ted” celebra o politicamente incorreto com enredo clichê
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Em “Ted”, Mark Wahlberg é um adulto um tanto imaturo que ainda divide seu apartamento com um urso de pelúcia
Uma das principais estreias da semana nos EUA, junto a “O Espetacular Homem-Aranha”, “Ted” celebra o politicamente incorreto com um fiapo de história que não poderia ser mais clichê: o jovem casal cuja relação não decola por causa do melhor amigo de infância dele.
No caso do filme, que traz Mark Wahlberg e Mila Kunis como par romântico, o calcanhar de Aquiles dos pombinhos é Ted, o urso de pelúcia gigante que o personagem de Wahlberg ganhou quando tinha 8 anos e, graças a uma conjunção divina, obteve um sopro de vida.
Seth McFarlane (criador de “Family Guy” e “American Dad”), que assina o roteiro e a direção, não poupa ninguém, nem os convidados que aparecem em cena nem os personagens citados no filme. Norah Jones, Ryan Raynolds, Tom Skerrit… A lista é longa e inclui Taylor Lautner, Brandon Routh e várias outras celebridades hollywoodianas.
Neste sábado (7), a sala do Westfield Mall, em Beverly Hills, Los Angeles, estava cheia o suficiente para que se pudesse registrar várias respostas positivas do público durante a sessão, provando que o politicamente incorreto ainda não foi banido e conta com a compreensão de uma parte significativa dos espectadores.
Um deles era Peter Fonda, filho do lendário Henry Fonda, irmão de Jane Fonda e companheiro de Dennis Hopper e Jack Nicholson em “Easy Ryder”. Acompanhado de sua mulher, o ator parecia se divertir com as piadas sobre judeus, gays e “periguetes” americanas. E não se fez de rogado quando a cena de luta entre Wahlberg e Ted escalou na tela: ele riu muito e alto.
